As rodas de bordado na praça

A primeira aproximação com o território  se dá através do convite dirigido aos frequentadores da praça, passantes e vizinhos, para participar de uma roda de bordado com o objetivo de constituir uma grande toalha de mesa. Nesse momento inicial, geralmente surgem as questões: “será que é preciso saber bordar para participar? pode-se inventar sua própria forma de lidar com os fios, panos e agulhas? será que é necessário bordar sobre um modelo de desenho feito previamente por outrem ou posso inventar o que eu quiser?”, acionando uma conversa que envolve, de imediato, as noções de invenção, de desenho, de imaginação, de memória, de observação e improviso.

Ao longo dos encontros mensais vai se  constituindo uma comunidade aberta e horizontal de trabalho, uma espécie de atelier coletivo ao ar livre.

No vai e vem das conversas, laços se estreitam  em torno dos tecidos em comum que nos conectam: a grande toalha de mesa, a  nossa cidade.

Em algum momento do processo,  a toalha começa a se preencher de intervenções  e ganhar consistência estética.

É nesse tempo que surge a pergunta:  e agora? o que vamos fazer com nossa toalha?